ISSN 1831-5380
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10.6.2. A preposição na frase

Supressão

1. É frequente a supressão das preposições por, durante, em, nos complementos circunstanciais de tempo:

chegará (por) um destes dias/esperei (durante) toda a semana

2. Dispensa-se a repetição da preposição em elementos coordenados, quando estes representam um todo:

mistura de água e (de) vinho/com papas e (com) bolos

3. Pode suprimir-se a preposição «de» antes do «que» integrante, complemento de expressões do tipo «ser digno», «estar certo», por corresponderem a verbo que se pode construir sem preposições:

sou de opinião (de) que devemos sair = (suponho, creio que devemos sair)

4. Depois de «mais/menos», «maior/menor», «melhor/pior» é indiferente usar que ou do que a abrir a comparação:

preocupava-se mais em falar (do) que em ouvir
N.B.:
1.
«Do que» é a forma sempre correta e a que se deve preferir quando introduza frase com verbo expresso:
Estou mais inquieto do que tu/Trabalho mais do que tu podes supor
2.
A supressão da preposição e do seu complemento é impossível com as palavras coordenadas que exijam regências diferentes. Não se dirá, pois, natural e residente no Porto porque «natural de» exige complemento de lugar donde e «residente» complemento de lugar onde:
Natural do Porto onde reside/Natural do Porto e aí residente
(a)

Repetição

1. A preposição repete-se quando os elementos coordenados forem pronomes pessoais e na maioria dos casos em que são acompanhados de artigo:

por ti e por mim/pela força e pela violência

2. A preposição repete-se para avultar elementos coordenados:

carregados de bagagens, de vitualhas, de munições

3. Nas locuções prepositivas basta repetir o último elemento da locução:

chegou depois de ti e do José

Contração

1. Nunca se contraem as preposições associadas a infinitivos:

tenho de os avisar (tenho de avisar os senhores)/Com receio de as melindrar (com receio de melindrá-las)/No caso de o João voltar (no caso do João voltar)

2. Embora haja contração na pronúncia de certas preposições com formas pronominais e artigos a que cumpre maiúscula, por se referirem a divindades, nomes de publicações ou de obras de arte, na escrita a contração ou não se faz ou se representa por apóstrofo:

tem fé em Ele
ou
tem fé n’Ele
li em Os Maias
ou
li n’Os Maias
Última atualização: 30.4.2012
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